Mon, Apr 20, 2009
Pensamentos sobre: ATOS 2: 1 - 13
Chegou a hora da verdade. Os discípulos recebem do céu o Espírito Santo e são capacitados a testemunhar. A primeira coisa que me vem à mente é aquilo que perpassa a rotina desses discípulos: a unanimidade. Lá estavam os doze, pessoas de diferentes origens, diferentes contextos históricos e sociais (havia lá desde pescadores pouco instruídos, gente da esquerda revolucionária, gente pobre, gente rica, gentem como a gentem, gente da direita, funcionários públicos, etc.). Todos estes concordemente no mesmo lugar. E a minha primeira impressão é:
Certamente existem grandes milagres que Deus faz e que nós nem sequer damos importância. Buscamos por arrepios e tremores e esquecemos que a unanimidade daquelas pessoas em torno da causa de Cristo é a maior prova da veracidade de Sua vida e pregação. Muito mais do que fazer a terra tremer e mortos ressuscitarem, o poder do Evangelho é capaz de amolecer em favor do próximo o coração mais endurecido.
De repente, enquanto estávamos discutindo o assunto da união dos discípulos, maravilhados com essa capacidade de exercício da fraternidade, acontece outra coisa. Opa! O que é isso! Caramba, que tempo mais louco! Um barulho de vento sem vento!? Mas, esperem; tem alguma coisa diferente vindo. São línguas de fogo. E estão vindo em nossa direção. Eu sei que deveríamos estar apavorados, mas alguma coisa nos fascina nessas línguas e elas chegam cada vez mais perto, até pousarem sobre nossas cabeças! Nesse momento, somos tomados por uma sensação imensurável da presença de Deus e um borbulhar indescritível cresce dentro de nós. Como que começando no estômago, esse calor meio que palpável se move e produz um júbilo e um fervor tão intensos que a primeira coisa que acontece é essa explosão de sons indescritíveis produzidos por nossas bocas. Queremos louvar a Deus, e nessa ânsia desenfreada de louvor, nos vêm à boca palavras que não conhecemos, sons, talvez só ruídos, mas ao mesmo tempo, parece que não há meios para se deter esse furacão dentro de nossa alma. É um momento onde os olhos se abrem para o infinito e onde não vemos mais nada corriqueiro diante de nós. Um brilho diferente nos invade os olhos e as mesmas pessoas que cruzávamos nas ruas agora são outras. Vemos o mundo com os olhos de Deus. E continuamos a balbuciar nossas expressões de louvor, cada qual de um jeito, cada qual com uma entonação, e todos, atônitos, tomados da glória inenarrável de Deus.
Enquanto isso, as pessoas se ajuntam em volta de nós, boquiabertas porque escutam cada um falar em sua própria língua as maravilhas de Deus, e, exatamente nesse momento, quero fazer a ponte para a relação desse texto com o louvor. Não sei se vocês enxergam a mesma coisa, mas, para mim, as pessoas se ajuntaram e ficaram maravilhadas com "... as maravilhas de Deus..."
Os discípulos estavam louvando a Deus e, na expressão genuína desse ato, algo dentro de nós e (também dentro daquelas pessoas) fala com certeza implacável: "...isso faz sentido para mim, é como se eu tivesse nascido para fazer isso que os discípulos estão fazendo agora, falar das maravilhas de Deus, falar com Deus, estar com Ele, e experimentar isso, exatamente isso, a presença de Deus dentro de mim mesmo..."
E nós, olhando para esse texto e também para o que presumimos que tenha acontecido em Jerusalém naquele dia, nos vemos diante de duas opções.
A primeira; olharmos com ceticismo para as coisas, nos trancarmos em nossos amargos cubículos racionais e, apertados, espremidos pela nossa visão limitada da vida, pararmos por um momento diante da manifestação de Deus no outro (que dança, que canta, que ri sem razão aparente), virarmos as costas e pensarmos, movidos por uma inveja que nunca será admitida: ... Estes aí estão bêbados. Não sabem da tristeza da vida e por isso riem. Estão felizes assim porque são ingênuos, símplices, "coitados". E vamos para casa andando, convencendo nosso coração que aquilo que vimos não existe; que nosso pessimismo é realismo e que nossa covardia infame é prudência. Que Deus nos livre disso!
A segunda; maravilharmo-nos diante desse Deus grandioso e desejar sua presença dentro de nós. Querer receber o Senhor da mesma forma que os discípulos receberam! Experimentar esse júbilo intenso! O criador do universo dentro de nós! Repletos! Completados! Abastados! Explodindo por dentro, cheios do Espírito Santo! Amém! Que Deus nos conceda essa graça.
Um Abraço
Jeyson Cordeiro
Certamente existem grandes milagres que Deus faz e que nós nem sequer damos importância. Buscamos por arrepios e tremores e esquecemos que a unanimidade daquelas pessoas em torno da causa de Cristo é a maior prova da veracidade de Sua vida e pregação. Muito mais do que fazer a terra tremer e mortos ressuscitarem, o poder do Evangelho é capaz de amolecer em favor do próximo o coração mais endurecido.
De repente, enquanto estávamos discutindo o assunto da união dos discípulos, maravilhados com essa capacidade de exercício da fraternidade, acontece outra coisa. Opa! O que é isso! Caramba, que tempo mais louco! Um barulho de vento sem vento!? Mas, esperem; tem alguma coisa diferente vindo. São línguas de fogo. E estão vindo em nossa direção. Eu sei que deveríamos estar apavorados, mas alguma coisa nos fascina nessas línguas e elas chegam cada vez mais perto, até pousarem sobre nossas cabeças! Nesse momento, somos tomados por uma sensação imensurável da presença de Deus e um borbulhar indescritível cresce dentro de nós. Como que começando no estômago, esse calor meio que palpável se move e produz um júbilo e um fervor tão intensos que a primeira coisa que acontece é essa explosão de sons indescritíveis produzidos por nossas bocas. Queremos louvar a Deus, e nessa ânsia desenfreada de louvor, nos vêm à boca palavras que não conhecemos, sons, talvez só ruídos, mas ao mesmo tempo, parece que não há meios para se deter esse furacão dentro de nossa alma. É um momento onde os olhos se abrem para o infinito e onde não vemos mais nada corriqueiro diante de nós. Um brilho diferente nos invade os olhos e as mesmas pessoas que cruzávamos nas ruas agora são outras. Vemos o mundo com os olhos de Deus. E continuamos a balbuciar nossas expressões de louvor, cada qual de um jeito, cada qual com uma entonação, e todos, atônitos, tomados da glória inenarrável de Deus.
Enquanto isso, as pessoas se ajuntam em volta de nós, boquiabertas porque escutam cada um falar em sua própria língua as maravilhas de Deus, e, exatamente nesse momento, quero fazer a ponte para a relação desse texto com o louvor. Não sei se vocês enxergam a mesma coisa, mas, para mim, as pessoas se ajuntaram e ficaram maravilhadas com "... as maravilhas de Deus..."
Os discípulos estavam louvando a Deus e, na expressão genuína desse ato, algo dentro de nós e (também dentro daquelas pessoas) fala com certeza implacável: "...isso faz sentido para mim, é como se eu tivesse nascido para fazer isso que os discípulos estão fazendo agora, falar das maravilhas de Deus, falar com Deus, estar com Ele, e experimentar isso, exatamente isso, a presença de Deus dentro de mim mesmo..."
E nós, olhando para esse texto e também para o que presumimos que tenha acontecido em Jerusalém naquele dia, nos vemos diante de duas opções.
A primeira; olharmos com ceticismo para as coisas, nos trancarmos em nossos amargos cubículos racionais e, apertados, espremidos pela nossa visão limitada da vida, pararmos por um momento diante da manifestação de Deus no outro (que dança, que canta, que ri sem razão aparente), virarmos as costas e pensarmos, movidos por uma inveja que nunca será admitida: ... Estes aí estão bêbados. Não sabem da tristeza da vida e por isso riem. Estão felizes assim porque são ingênuos, símplices, "coitados". E vamos para casa andando, convencendo nosso coração que aquilo que vimos não existe; que nosso pessimismo é realismo e que nossa covardia infame é prudência. Que Deus nos livre disso!
A segunda; maravilharmo-nos diante desse Deus grandioso e desejar sua presença dentro de nós. Querer receber o Senhor da mesma forma que os discípulos receberam! Experimentar esse júbilo intenso! O criador do universo dentro de nós! Repletos! Completados! Abastados! Explodindo por dentro, cheios do Espírito Santo! Amém! Que Deus nos conceda essa graça.
Um Abraço
Jeyson Cordeiro
Acts 2:1, Acts 2:2, Acts 2:3-11 and Acts 2:13