Pensamentos sobre: ATOS 4: 23 - 31 - pontes... pontes
Enquanto eu digitava o texto da minha bíblia para o computador, me deu a impressão que este estudo seria diferente dos outros estudos que eu já escrevi. Na realidade, a cada sentença escrita por Lucas (o autor do livro), a cada verbo conjugado, me vinham à mente pontes para diversos assuntos que poderíamos abordar no decorrer desta meditação. Vamos contar: Referindo-se à atitude dos discípulos e do grupo de irmãos, encontramos 3 verbos importantíssimos: procurar, contar, ouvir, orar (levantar a voz a Deus).
A primeira coisa que podemos perceber no texto é de que, os discípulos, depois de haverem concluído a missão que Deus havia lhes dado (evangelizar os figurões de Israel), voltaram para a casa, para o convívio com seus irmãos na fé. A igreja provavelmente soube que eles haviam sido presos, e se preocupou com eles. Enquanto alguns se dirigiam ao Sinédrio para obter mais informações e talvez tentar visitar Pedro e João, os outros irmãos intercediam junto a Deus pelos queridos discípulos que haviam sido presos. Uma vigília provavelmente foi organizada. Um clamor seguramente foi elevado aos céus. No intervalo entre uma oração e outra, um dos irmãos levantava e lia um trecho das palavras do antigo testamento.
Quando os discípulos são soltos, eles contam o que lhes havia acontecido. E eis aí a primeira ponte: Compartilhar com os irmãos as lutas, vitórias e derrotas da batalha da fé para a edificação do Reino de Deus, produz na igreja uma postura de corpo, de comunidade integrada. O compartilhar é o sistema circulatório do organismo do corpo de Cristo. Ao falar de nossas dores e alegrias, os membros se conhecem e se aproximam, criam intimidade e desenvolvem um amor comprometido com o outro, entrelaçando as almas de maneira que, no pulsar do coração de Deus, caminham em direção à unidade, à unanimidade.
Agora pensem comigo. De quantas pessoas estamos falando aqui quando mencionamos o termo unanimidade? Pois pasmemos nós, senhoras e senhores, porque diante de Pedro e João, ouvindo suas palavras e levantando a voz unânimes em oração estão cinco mil pessoas. Ou mais, pois no versículo quatro desse mesmo capítulo encontramos a referência de quase cinco mil homens, sem contar, mulheres, crianças, adolescentes, viúvas, etc.
Entrelaçados pelo mesmo amor, unidos no mesmo Espírito, cinco mil pessoas levantam a voz a Deus e oram a oração do coração de Deus. Nutridos pela palavra de Deus revelada até então, eles identificam a profecia salmodiada por Davi e sabem que a perseguição que vem está sob o controle e os planos do Senhor. E, em vez de pedir por proteção ou vingança aos inimigos, a multidão dos que crêem pede por intrepidez, por coragem, por palavra de sabedoria e de poder no nome do santo Servo Jesus. Você faria a mesma coisa? Fim da ponte número um.
Ponte número dois:
Dos cinco mil homens que fizeram essa oração, pelo menos dois mil tinham aceitado a palavra de Deus e tornaram-se cristãos no dia anterior, na pregação que Pedro e João fizeram depois de haverem curado o paralítico. Os outros três mil que estavam intercedendo foram frutos da pregação de Pedro depois da descida do Espírito Santo em Atos 2. De qualquer forma, não estamos falando aqui de pessoas com anos e anos de conversão. Estamos falando de crentes novos, daqueles que precisam de leite para se alimentar, daqueles que “não sabem ainda andar sozinhos”. A coragem da oração desses crentes coloca nosso pedestal de maturidade cristã derrubado no chão.
De que nos adianta anos de conversão se, quando oramos, pedimos a Deus leite e colo? De que adianta pedirmos para sermos parecidos com Jesus se, quando Deus nos dá uma oportunidade concreta para isso, reclamamos diante dele? Nesse sentido, creio que somos muito incoerentes. Queremos que Deus nos ajude a amar nossos inimigos, mas quando os inimigos aparecem, reclamamos. Queremos que o Senhor nos ajude a orar por aqueles que nos perseguem, mas, quando somos perseguidos, reclamamos. Como é que seremos parecidos com o Senhor se reclamamos quando ele nos dá uma chance para isso? Quando é que teremos a intrepidez de pedir, unânimes, por ousadia no falar do evangelho, por coragem para enfrentar as perseguições, por poder do alto para fazer real diferença no ambiente em que vivemos? Até quando vamos pedir colo em vez de pedir coragem?
Minha oração é para que chegue logo o dia de pararmos de reclamar com Deus que é difícil ser evangélico no mundo de hoje, que as pessoas riem de nós e detestam nossa conversa. Peço a Deus para que deixemos de nos sentir injustiçados pelas pessoas “do mundo” e que mudemos nossa oração para que, com intrepidez, anunciemos a palavra de Deus, enquanto Deus mesmo estende a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do santo Servo Jesus.
Talvez, quando deixarmos de ser crianças de colo e nos dispusermos para sermos transformados em servos do Altíssimo, embaixadores do Rei, dispostos a enfrentar todo tipo de perseguição pelo nome de Jesus, então trema o lugar onde estamos orando e Deus, por seu poder infinito, nos encherá do Espírito Santo para que sejamos ousados na pregação da mais poderosa palavra a ser ouvida na face da Terra: Jesus Cristo, unigênito de Deus, morto em nosso lugar por nossos pecados e ressuscitado por Deus para reinar eternamente.
Que Deus nos ajude
Um abraço,
Jeyson Cordeiro
A primeira coisa que podemos perceber no texto é de que, os discípulos, depois de haverem concluído a missão que Deus havia lhes dado (evangelizar os figurões de Israel), voltaram para a casa, para o convívio com seus irmãos na fé. A igreja provavelmente soube que eles haviam sido presos, e se preocupou com eles. Enquanto alguns se dirigiam ao Sinédrio para obter mais informações e talvez tentar visitar Pedro e João, os outros irmãos intercediam junto a Deus pelos queridos discípulos que haviam sido presos. Uma vigília provavelmente foi organizada. Um clamor seguramente foi elevado aos céus. No intervalo entre uma oração e outra, um dos irmãos levantava e lia um trecho das palavras do antigo testamento.
Quando os discípulos são soltos, eles contam o que lhes havia acontecido. E eis aí a primeira ponte: Compartilhar com os irmãos as lutas, vitórias e derrotas da batalha da fé para a edificação do Reino de Deus, produz na igreja uma postura de corpo, de comunidade integrada. O compartilhar é o sistema circulatório do organismo do corpo de Cristo. Ao falar de nossas dores e alegrias, os membros se conhecem e se aproximam, criam intimidade e desenvolvem um amor comprometido com o outro, entrelaçando as almas de maneira que, no pulsar do coração de Deus, caminham em direção à unidade, à unanimidade.
Agora pensem comigo. De quantas pessoas estamos falando aqui quando mencionamos o termo unanimidade? Pois pasmemos nós, senhoras e senhores, porque diante de Pedro e João, ouvindo suas palavras e levantando a voz unânimes em oração estão cinco mil pessoas. Ou mais, pois no versículo quatro desse mesmo capítulo encontramos a referência de quase cinco mil homens, sem contar, mulheres, crianças, adolescentes, viúvas, etc.
Entrelaçados pelo mesmo amor, unidos no mesmo Espírito, cinco mil pessoas levantam a voz a Deus e oram a oração do coração de Deus. Nutridos pela palavra de Deus revelada até então, eles identificam a profecia salmodiada por Davi e sabem que a perseguição que vem está sob o controle e os planos do Senhor. E, em vez de pedir por proteção ou vingança aos inimigos, a multidão dos que crêem pede por intrepidez, por coragem, por palavra de sabedoria e de poder no nome do santo Servo Jesus. Você faria a mesma coisa? Fim da ponte número um.
Ponte número dois:
Dos cinco mil homens que fizeram essa oração, pelo menos dois mil tinham aceitado a palavra de Deus e tornaram-se cristãos no dia anterior, na pregação que Pedro e João fizeram depois de haverem curado o paralítico. Os outros três mil que estavam intercedendo foram frutos da pregação de Pedro depois da descida do Espírito Santo em Atos 2. De qualquer forma, não estamos falando aqui de pessoas com anos e anos de conversão. Estamos falando de crentes novos, daqueles que precisam de leite para se alimentar, daqueles que “não sabem ainda andar sozinhos”. A coragem da oração desses crentes coloca nosso pedestal de maturidade cristã derrubado no chão.
De que nos adianta anos de conversão se, quando oramos, pedimos a Deus leite e colo? De que adianta pedirmos para sermos parecidos com Jesus se, quando Deus nos dá uma oportunidade concreta para isso, reclamamos diante dele? Nesse sentido, creio que somos muito incoerentes. Queremos que Deus nos ajude a amar nossos inimigos, mas quando os inimigos aparecem, reclamamos. Queremos que o Senhor nos ajude a orar por aqueles que nos perseguem, mas, quando somos perseguidos, reclamamos. Como é que seremos parecidos com o Senhor se reclamamos quando ele nos dá uma chance para isso? Quando é que teremos a intrepidez de pedir, unânimes, por ousadia no falar do evangelho, por coragem para enfrentar as perseguições, por poder do alto para fazer real diferença no ambiente em que vivemos? Até quando vamos pedir colo em vez de pedir coragem?
Minha oração é para que chegue logo o dia de pararmos de reclamar com Deus que é difícil ser evangélico no mundo de hoje, que as pessoas riem de nós e detestam nossa conversa. Peço a Deus para que deixemos de nos sentir injustiçados pelas pessoas “do mundo” e que mudemos nossa oração para que, com intrepidez, anunciemos a palavra de Deus, enquanto Deus mesmo estende a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do santo Servo Jesus.
Talvez, quando deixarmos de ser crianças de colo e nos dispusermos para sermos transformados em servos do Altíssimo, embaixadores do Rei, dispostos a enfrentar todo tipo de perseguição pelo nome de Jesus, então trema o lugar onde estamos orando e Deus, por seu poder infinito, nos encherá do Espírito Santo para que sejamos ousados na pregação da mais poderosa palavra a ser ouvida na face da Terra: Jesus Cristo, unigênito de Deus, morto em nosso lugar por nossos pecados e ressuscitado por Deus para reinar eternamente.
Que Deus nos ajude
Um abraço,
Jeyson Cordeiro