Pensamentos sobre: ATOS 5: 17 - 24 - Onde estão as asas?
Será que conseguimos imaginar essa cena? Bom, vamos tentar:
Primeiro, imagine os sumos sacerdotes olhando da janela do templo para o pátio, vendo aquela multidão toda reunida em torno dos apóstolos. Um dos sacerdotes chega a suspirar alto dizendo; “Nunca tive gente tão atenta assim em minhas pregações...”
O pátio onde os discípulos de Jesus falam acerca do evangelho está lotado; e as cadeiras do templo vazias. Agora imaginem comigo. Lá ao longe se vê o Seu José (ou Fritz ou Klaus, tanto faz) chegando para fazer seu sacrifício habitual no templo judaico. Os sacerdotes já esfregam as mãos. “Puxa até que enfim alguém veio nos dar o valor que merecemos”. Mas esperem... o que é isso? Não... não pode ser!! José parou no pátio, curioso para saber por que toda aquela gente estava reunida. Não é possível!! Ele está se ajoelhando aos pés dos apóstolos!! Não pode ser!! Desse jeito não vão mais haver sacrifícios no templo! Toda essa gente vêm para o templo e acaba sendo hipnotizada por essa seita de Jesus Cristo! Agora chega! Mandem prender esses apóstolos! Vamos convocar uma reunião da liderança.
A primeira cena foi construída. Podemos chamá-la de “O sofrimento dos sacerdotes”. Sofrimento?!? Sim, sofrimento dos sacerdotes, puro e genuíno. E a grande verdade atrás desse sentimento é simplesmente a realidade do abandono de Deus. Não há drama maior na vida de alguém do que ser abandonado do favor de Deus; do Espírito de Deus. Para aqueles que querem saber o que isso significa e o que isso gera, leiam sobre a vida do rei Saul (1 Samuel, do capítulo 11 em diante). Não há no mundo nada mais triste do que olharmos para a nossa vida e percebermos que, em algum lugar da nossa caminhada deixamos o Senhor Jesus de lado e resolvemos seguir nosso próprio caminho. Nossos testemunhos são sempre os mesmos velhos testemunhos de quando éramos fervorosos na oração e na leitura da Palavra. Já não temos mais histórias novas para contar. Já não lembramos de quando foi a última vez em que Deus nos usou para sermos bênção na vida de outra pessoa. Somos como o profeta velho citado em 1 Reis 13. Velho não porque a idade o alcançou, mas sim, velho porque não exercitou a fé que lhe foi concedida.
Se você, que lê este estudo agora, se encontra nessa situação, por favor, não siga adiante. Pare e ore ao Senhor. Se você consegue perceber que já esteve mais perto de Deus e que agora se afastou, ainda há chance. Se reconcilie com Jesus, consagre novamente a sua vida a Ele. Não incorra no mesmo erro dos sacerdotes que negaram a verdade tantas vezes que acabaram por ter a consciência cauterizada, a ponto de não perceberem mais a voz de Deus. O fim deles é inevitável (conforme Hb 6.4-6).
Da segunda cena tiramos a infalível receita para nos mantermos vivos na fé em Deus. Trata-se de enxergar o anjo de Deus.
No meu ponto de vista, uma das características mais fabulosas de Deus é a de que, apesar de ser onipotente, majestoso e imensurável, Ele mesmo se revela a nós na simplicidade, no silêncio e no inusitado. Lembrem-se da história de Jesus, ou mesmo nos milagres que Ele realizou. Para transformar a água em vinho, Jesus não mandou cair fogo do céu ou fez a água começar a ferver e ficar avermelhada dizendo; “Ocus Pocus, Abracadabra!”. Ele simplesmente mandou que enchessem os tonéis de água e que dessem a “água” para o mestre de cerimônia provar. Ao curar aquele cego de nascença Jesus cuspiu no chão e fez um lodo para passar nos olhos do rapaz. É fantástico perceber a grandeza dos milagres de Jesus escondida na discrição de suas atitudes.
Assim também muitas vezes Deus se revela a nós. Quer saber como?
De repente você se viu preso com os apóstolos na prisão pública de Jerusalém. Você olha para eles e percebe em seus olhos a confiança em Deus. Depois de orarem e conversarem sobre o acontecido, os discípulos ficam ali, sentados no chão, à espera do que Deus prepararia para eles. No meio da noite uma voz sussurra da janela da prisão: “Psiu, ei vocês! Vocês são os apóstolos lá do templo, não são? Quando os discípulos levantam-se para ver quem estava na janela, já não encontram mais ninguém. Depois de pouco tempo, porém, você ouve um barulho no lado de dentro da prisão e avisa os apóstolos: “Tem alguém vindo aí!” “Xshsh!” Todos olham para os guardas que nesse exato momento, dormem um encostado no ombro do outro. O vulto de um homem aparece junto às grades. Ao chegar mais perto da luz que a lua projeta sobre a cela, os apóstolos notam que se trata de um velho. Sua aparência desgastada pelo tempo, refletida em seus longos cabelos brancos e em suas costas pesadas e retorcidas pela idade, não impede você de perceber os olhos vívidos daquele senhor que, mesmo sem os dentes, sorri e sussurra aquela mesma pergunta de antes: “Vocês são os apóstolos lá do templo, não são?” Pedro, que geralmente tomava a palavra na maioria das situações, responde no mesmo tom de voz: “Somos sim”. O velhinho então sorri e retira dos bolsos da sua capa rasgada e gasta pelo uso, um molho de chaves. Em silêncio ele abrirá as portas do cárcere, e conduzirá os apóstolos para fora da prisão. Enquanto ele tenta achar a chave certa do cadeado da cela, acidentalmente a chave cai e você, mais que depressa, olha assustado para os guardas. Eles ainda estão dormindo. Seu coração quase saiu pela boca e agora você nem pisca, preocupado com a risadinha irreverente daquele velhinho que, com dificuldade, se abaixa e junta novamente o molho de chaves. Desta vez, a chave abre com sucesso o cadeado e você e os apóstolos são conduzidos para fora da prisão. Do lado de fora, o velhinho fala: “Vão, vão!! Vão lá para o templo! Continuem ensinando todas as palavras desta Vida!”
Depois disso, aquele estranho senhor, segue seu caminho, em rumo desconhecido, desaparecendo no meio da neblina da alta madrugada que se vai. Os apóstolos? Obedecem a ordem e nem sequer vão para casa descansar da noite mal dormida na prisão. Seguem direto para o templo, aquele mesmo lugar aonde tinham sido presos anteriormente, e continuam a pregar o evangelho e testemunhar do poder de Deus. Eles relatam aos irmãos na fé: “Um anjo do senhor abriu-nos as portas do cárcere...” O quê? – você pergunta – não era um velhinho corcunda e desdentado? Como é que pode!?!... Será!?! Será mesmo, ou melhor, teria sido um anjo enviado por Deus? Será que era um velhinho mesmo ou um anjo revestido de poder e glória? Você já viu um anjo?
A resposta a essa pergunta depende exclusivamente de você, assim como, da mesma forma, depende de você a maneira com a qual você vai encarar a realidade a partir de agora. Os sinais de Deus, os milagres de Deus, e a palavra de Deus são para quem consegue percebê-los. Você pode encarar os fatos como os discípulos encararam, ou pode também escolher o caminho da descrença e ficar, assim como os sacerdotes, indagando o que teria acontecido.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Quem tem olhos para ver, que enxergue! Que veja a realidade atrás da máscara incolor do ateísmo e do fatalismo que nos cercam. Que consiga perceber que Deus fala hoje, que Ele mesmo tem preparado esse dia para você vivê-lo intensamente.
Minha oração é para que nós possamos perceber os anjos que Deus coloca à nossa volta; que nós descubramos as surpresas e os ensinamentos que Jesus separou para nós a cada dia e, finalmente, o desejo sincero que eu tenho para mim e para você através deste estudo bíblico é que ouçamos o Espírito falar aos nossos corações: “Vão! Continuem! Digam aos outros todas as palavras desta Vida.”
Amém.
Um abraço,
Jeyson Cordeiro
Primeiro, imagine os sumos sacerdotes olhando da janela do templo para o pátio, vendo aquela multidão toda reunida em torno dos apóstolos. Um dos sacerdotes chega a suspirar alto dizendo; “Nunca tive gente tão atenta assim em minhas pregações...”
O pátio onde os discípulos de Jesus falam acerca do evangelho está lotado; e as cadeiras do templo vazias. Agora imaginem comigo. Lá ao longe se vê o Seu José (ou Fritz ou Klaus, tanto faz) chegando para fazer seu sacrifício habitual no templo judaico. Os sacerdotes já esfregam as mãos. “Puxa até que enfim alguém veio nos dar o valor que merecemos”. Mas esperem... o que é isso? Não... não pode ser!! José parou no pátio, curioso para saber por que toda aquela gente estava reunida. Não é possível!! Ele está se ajoelhando aos pés dos apóstolos!! Não pode ser!! Desse jeito não vão mais haver sacrifícios no templo! Toda essa gente vêm para o templo e acaba sendo hipnotizada por essa seita de Jesus Cristo! Agora chega! Mandem prender esses apóstolos! Vamos convocar uma reunião da liderança.
A primeira cena foi construída. Podemos chamá-la de “O sofrimento dos sacerdotes”. Sofrimento?!? Sim, sofrimento dos sacerdotes, puro e genuíno. E a grande verdade atrás desse sentimento é simplesmente a realidade do abandono de Deus. Não há drama maior na vida de alguém do que ser abandonado do favor de Deus; do Espírito de Deus. Para aqueles que querem saber o que isso significa e o que isso gera, leiam sobre a vida do rei Saul (1 Samuel, do capítulo 11 em diante). Não há no mundo nada mais triste do que olharmos para a nossa vida e percebermos que, em algum lugar da nossa caminhada deixamos o Senhor Jesus de lado e resolvemos seguir nosso próprio caminho. Nossos testemunhos são sempre os mesmos velhos testemunhos de quando éramos fervorosos na oração e na leitura da Palavra. Já não temos mais histórias novas para contar. Já não lembramos de quando foi a última vez em que Deus nos usou para sermos bênção na vida de outra pessoa. Somos como o profeta velho citado em 1 Reis 13. Velho não porque a idade o alcançou, mas sim, velho porque não exercitou a fé que lhe foi concedida.
Se você, que lê este estudo agora, se encontra nessa situação, por favor, não siga adiante. Pare e ore ao Senhor. Se você consegue perceber que já esteve mais perto de Deus e que agora se afastou, ainda há chance. Se reconcilie com Jesus, consagre novamente a sua vida a Ele. Não incorra no mesmo erro dos sacerdotes que negaram a verdade tantas vezes que acabaram por ter a consciência cauterizada, a ponto de não perceberem mais a voz de Deus. O fim deles é inevitável (conforme Hb 6.4-6).
Da segunda cena tiramos a infalível receita para nos mantermos vivos na fé em Deus. Trata-se de enxergar o anjo de Deus.
No meu ponto de vista, uma das características mais fabulosas de Deus é a de que, apesar de ser onipotente, majestoso e imensurável, Ele mesmo se revela a nós na simplicidade, no silêncio e no inusitado. Lembrem-se da história de Jesus, ou mesmo nos milagres que Ele realizou. Para transformar a água em vinho, Jesus não mandou cair fogo do céu ou fez a água começar a ferver e ficar avermelhada dizendo; “Ocus Pocus, Abracadabra!”. Ele simplesmente mandou que enchessem os tonéis de água e que dessem a “água” para o mestre de cerimônia provar. Ao curar aquele cego de nascença Jesus cuspiu no chão e fez um lodo para passar nos olhos do rapaz. É fantástico perceber a grandeza dos milagres de Jesus escondida na discrição de suas atitudes.
Assim também muitas vezes Deus se revela a nós. Quer saber como?
De repente você se viu preso com os apóstolos na prisão pública de Jerusalém. Você olha para eles e percebe em seus olhos a confiança em Deus. Depois de orarem e conversarem sobre o acontecido, os discípulos ficam ali, sentados no chão, à espera do que Deus prepararia para eles. No meio da noite uma voz sussurra da janela da prisão: “Psiu, ei vocês! Vocês são os apóstolos lá do templo, não são? Quando os discípulos levantam-se para ver quem estava na janela, já não encontram mais ninguém. Depois de pouco tempo, porém, você ouve um barulho no lado de dentro da prisão e avisa os apóstolos: “Tem alguém vindo aí!” “Xshsh!” Todos olham para os guardas que nesse exato momento, dormem um encostado no ombro do outro. O vulto de um homem aparece junto às grades. Ao chegar mais perto da luz que a lua projeta sobre a cela, os apóstolos notam que se trata de um velho. Sua aparência desgastada pelo tempo, refletida em seus longos cabelos brancos e em suas costas pesadas e retorcidas pela idade, não impede você de perceber os olhos vívidos daquele senhor que, mesmo sem os dentes, sorri e sussurra aquela mesma pergunta de antes: “Vocês são os apóstolos lá do templo, não são?” Pedro, que geralmente tomava a palavra na maioria das situações, responde no mesmo tom de voz: “Somos sim”. O velhinho então sorri e retira dos bolsos da sua capa rasgada e gasta pelo uso, um molho de chaves. Em silêncio ele abrirá as portas do cárcere, e conduzirá os apóstolos para fora da prisão. Enquanto ele tenta achar a chave certa do cadeado da cela, acidentalmente a chave cai e você, mais que depressa, olha assustado para os guardas. Eles ainda estão dormindo. Seu coração quase saiu pela boca e agora você nem pisca, preocupado com a risadinha irreverente daquele velhinho que, com dificuldade, se abaixa e junta novamente o molho de chaves. Desta vez, a chave abre com sucesso o cadeado e você e os apóstolos são conduzidos para fora da prisão. Do lado de fora, o velhinho fala: “Vão, vão!! Vão lá para o templo! Continuem ensinando todas as palavras desta Vida!”
Depois disso, aquele estranho senhor, segue seu caminho, em rumo desconhecido, desaparecendo no meio da neblina da alta madrugada que se vai. Os apóstolos? Obedecem a ordem e nem sequer vão para casa descansar da noite mal dormida na prisão. Seguem direto para o templo, aquele mesmo lugar aonde tinham sido presos anteriormente, e continuam a pregar o evangelho e testemunhar do poder de Deus. Eles relatam aos irmãos na fé: “Um anjo do senhor abriu-nos as portas do cárcere...” O quê? – você pergunta – não era um velhinho corcunda e desdentado? Como é que pode!?!... Será!?! Será mesmo, ou melhor, teria sido um anjo enviado por Deus? Será que era um velhinho mesmo ou um anjo revestido de poder e glória? Você já viu um anjo?
A resposta a essa pergunta depende exclusivamente de você, assim como, da mesma forma, depende de você a maneira com a qual você vai encarar a realidade a partir de agora. Os sinais de Deus, os milagres de Deus, e a palavra de Deus são para quem consegue percebê-los. Você pode encarar os fatos como os discípulos encararam, ou pode também escolher o caminho da descrença e ficar, assim como os sacerdotes, indagando o que teria acontecido.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Quem tem olhos para ver, que enxergue! Que veja a realidade atrás da máscara incolor do ateísmo e do fatalismo que nos cercam. Que consiga perceber que Deus fala hoje, que Ele mesmo tem preparado esse dia para você vivê-lo intensamente.
Minha oração é para que nós possamos perceber os anjos que Deus coloca à nossa volta; que nós descubramos as surpresas e os ensinamentos que Jesus separou para nós a cada dia e, finalmente, o desejo sincero que eu tenho para mim e para você através deste estudo bíblico é que ouçamos o Espírito falar aos nossos corações: “Vão! Continuem! Digam aos outros todas as palavras desta Vida.”
Amém.
Um abraço,
Jeyson Cordeiro