O lamento sobre Jerusalém
Cerca de três décadas mais tarde, do ano 66 ao ano 70, o general romano Tito Flávio Vespasiano cairia primeiro sobre Israel com três legiões de elite e numerosas tropas auxiliares do Norte. Seu filho Tito terminaria a destruição do Templo e de boa parte de Jerusalém, em meio de um banho de sangue. Mais de oitenta mil homens, integrantes da 5ª, 10ª, 12ª e 15ª legiões, reforçadas pela cavalaria, chegariam pouco antes da lua cheia da primavera do ano 70 diante das muralhas da Cidade Santa. Em Agosto daquele mesmo ano, depois de encarniçados combates, os romanos cravariam as suas insígnias no sagrado recinto dos judeus. Em Setembro, tal como Jesus tinha avisado, já não restaria pedra sobre pedra da que fora a "cidade umbigo do mundo". Segundo os cálculos de Tácito, naquela época haviam-se reunido em Jerusalém – com o fim de celebrar a Páscoa – cerca de seiscentos mil judeus. Pois bem, o historiador Flávio Josefo afirma que, durante o sítio, o número de prisioneiros, sem contar os crucificados e os que conseguiram fugir, chegou a noventa e sete mil. E acrescenta que, no decorrer de três meses, só por uma das portas da cidade passaram cento e quinze mil cadáveres de israelitas. Os que sobreviveram foram vendidos como escravos ou dispersos.
As lágrimas e as palavras do Filho do Homem eram mais que justificadas...
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